domingo, 6 de junho de 2010
Domingo no Engenhão
Hoje fui cumprir o meu dever quase religioso. Fui ao Engenhão assistir ao glorioso Botafogo contra o Corinthians. Atualmente, um dos poucos sentimentos que ainda não consegui domar é esse amor insano pelo alvinegro. Coisa inexplicável, mas que me faz lembrar que sou um ser humano como outro qualquer. As vezes, penso até que estou me curando, pois os comparecimentos estão cada vez mais raros. Ano passado só compareci uma vez. Mas amores desse tipo sempre sofrem recaídas. E hoje tive uma dessas...Foi a primeira do ano. E lá estava eu, na ala leste inferior, junto da Fúria, me torturando com Alessando, Sandro Silva, Renato Cajá e companhia. Só mesmo amor ou religião, para me impor tamanho autoflagelo. Digo isso, porque nos dias atuais, com esse time de jogadores que se apresentam com a estrela solitária, torcer se tornou um ritual quase religioso e ir ao estádio uma vez num ano já é demais. É melhor sofrer em casa mesmo. Saudade de outras épocas...E pensar que até na Rua Bariri eu já fui...Marechal Hermes, com as suas arquibancadas metálicas...Hoje, temos um estádio de primeiro mundo, mas um time que não é desse mundo. Bem, me abstenho de narrar como foi o jogo, pois todos já sabem. Aquele gol de empate sofrido na última bola, com o jogo acabando, foi demais.
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